Fotos de Natureza | XXV Concurso Fotográfico de Manteigas | Parque Natural Serra da Estrela

Fotos de Natureza – XXV Concurso Fotográfico de Manteigas – Parque Natural Serra da Estrela

No passado dia 30 de Abril foram conhecidos os resultados do  XXV Concurso Fotográfico Município de Manteigas.

Marco Santos Marques obteve o segundo lugar no  âmbito da categoria “Manteigas e o espaço envolvente”, com a imagem “Simetrias de Santo António” ( ligação para a notícia no sítio http://www.multimedia.guarda.pt )

Na passada quinta-feira nevou na Serra da Estrela e embelezou a paisagem com a sua indumentária branca. Queria captar uma imagem simples direta com a neve imaculada,  mas não iria ser fácil pois existiam muitos tufos de vegetação congelada que visualmente não seriam aprazíveis e “descompunham” a paisagem.

O primeiro local visitado no sábado ao nascer do sol, foi a Nave de Santo António. Os 4 graus negativos tornaram a tarefa mais difícil, mas a vida de fotografo é mesmo isto. Uma caminhada de 500 metros com neve pelo tornozelo serviu para aquecer os corpos gelados.

Para esta composição o momento de luz  teria que ser especial e especifico. Não queria o habitual pico iluminado, com o risco a meio do pico, pois acho que visualmente ficaria pouco interessante neste enquadramento. Queria algo que sugerisse a magia da paisagem e do momento único tal como ele foi.

Procurava algum elemento que dirigisse o nosso olhar para a nave e encontrei um local junto a um pequeno ribeiro que apontava directamente para lá. Após uma espera de uma hora, a esperança diminuía a cada minuto que passava, pois, o nevoeiro era cada vez mais denso, e caiam alguns farrapos de neve.

Por mais que “evocasse” os deuses da montanha,  parecia que nada iria acontecer,  mais espertos do que eu, tinham ficado a dormir até mais tarde.

Uma abertura no nevoeiro criou esperança em mim e passados poucos minutos, fui brindado com 10 minutos dessa luz especial com uma diversidade incrível. Mas foi o primeiro disparo desta sucessão de momentos que prevaleceu. Mais me fez crer que o melhor seria estar sempre preparado, mesmo quando parece que nada vai acontecer.

 Curto encontro

“Simetrias de Santos António”
 

A luz como eu visualizara,  evidência o plano mais longínquo da imagem. Fazendo ao mesmo tempo que a mesma tenha dois equilíbrios de brancos naturais e diferentes. Um no primeiro plano mais azulado por estar à sombra, iluminado pelo céu azulado por cima de mim. No segundo plano, mais avermelhado e quente iluminado pela nuvem, no topo da foto. O momento foi, é e será sempre inesquecível. Os deuses não dormem…

Dados técnicos: Canon EOS 5D, 17-40mm, com filtro polarizador e um filtro ND graduado de transição suave de dois stop’s, tripé e cabo disparador.

Um agradecimento especial ao Pedro Santos e ao Miguel Serra 🙂

escrito e fotografado por Marco Santos Marques – Fotos de Natureza

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Fotos de natureza – Expor à direita

Considerando o processo fotográfico e a sua evolução.

Na última década o processo fotográfico, identificado como “workflow”, sofreu uma grande evolução para patamares de controlo impensáveis, até então. Do planeamento ao processamento, da publicação à impressão. Todas as partes do processo evoluíram, com instrumentos e conhecimentos, que nos facilitam todas as fases do processo. Neste texto vou referir a fase da captação de imagem, como esta pode ser feita de modo a obter os melhores resultados possíveis.
Uma das fases do processo que bastante contribuiu para esta evolução, foi a captação do próprio ficheiro. Antigamente o ficheiro era captado com a preocupação de ficar bem exposto, para isso tiravam-se várias exposições para garantir que cena era captada da melhor forma. Este método pouco flexível dificultava a interpretação = impressão. Passar o “momento visualizado”, para o papel é ainda uma tarefa muito difícil, só após muitos anos é possível dominar o processo com precisão.
 
A câmara e o nosso cérebro vêem de maneira distintas. A câmara ajusta o valor de exposição perante toda a cena. O nosso olho só consegue visualizar um fracção da imagem de cada vez adaptando-se a sua luminosidade constantemente. Entender esta diferenciação é essencial, para percebermos o limites da câmara em relação ao nosso cérebro.
 
O histograma é uma das ferramentas que mais nos pode ajudar. Os histogramas são normalmente divididos por cinco fases de informação. Em alguns modelos de máquinas esta divisão não é visível, de qualquer modo não será difícil imaginar uma divisão em cinco partes do histograma. Aqui é necessário ter em mente a quantidade de informação retida no histograma em cada uma dessas fases.
 
 Histograma correctamente exposto à direita
 
Do lado esquerdo para o direito, portanto do lado escuro para o claro, os cinco níveis de informações estão assim estipulados em megabytes.  128, 256, 512, 1024, 2048. Expor à direita é no fundo captar o ficheiro com o maior número de bytes possível. De referir que uma imagem captada nas quatro divisões mais escuras (128 + 256 + 512 + 1024 =1924) não capta tanta informação como um ficheiro captado somente na fase mais clara do histograma 2048.  Na realidade o importante é ter a noção que na hora de captar o ficheiro este terá que estar o mais encostado à direita, sem queimar as luzes altas.
Posteriormente na fase de processamento será mais fácil a interpretação do momento.
 
PS: Quando captado assim, a imagem ao ser visualizada no LCD câmara tem uma aparência sobre-exposta, o que é normal, mas é facilmente corrigida em qualquer editor de imagem.

escrito e fotografado por Marco Santos Marques – Fotos de natureza

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Fotos de natureza | Ponte Vasco da Gama

Fotos de natureza | Ponte Vasco da Gama

Nascer da Lua cheia no crepúsculo de uma tarde de Inverno em tons de rosa. Esta fotografia panorâmica, é o conjunto de 7 fotos verticais.

Nesta tarde suspeitava que a lua, um dos elementos mais importantes para enriquecer a fotografia, simplesmente não apareceria. Se assim fosse teria de esperar cerca de um mês. Não para ter a lua exatamente naquele lugar, para isso talvez só no ano seguinte, mas sim para que a Lua cheia coincidisse com a luz crepuscular do fim da tarde.

Ponte Vasco da Gama

Tarde de inverno extremamente ventosa, um frio de rachar, era preciso ter muito cuidado para que as fotografias não ficassem tremidas. Com exposições de 1 segundo a f/16, não foi fácil, tentei tomar as devidas precauções :

 • tripé,
• cabo disparador,
• opção de bloqueio de espelho ativada,
• a mala a fazer peso na haste central do tripé agarrada com um pequeno arnês.

Cabeça do tripé de 3 direções permite facilmente fazer panorâmicas, é necessário ter muita atenção no nivelamento das 3 bolhas; a do tripé, a da cabeça e a do topo da máquina inserida na sapata do flash. Começar a panorâmica sempre da esquerda para direita, para que o  software não se baralhe e deixar o Photomerge do Photoshop fazer o resto.

Bastava esperar que as nuvens abrissem ligeiramente, o suficiente para se ver a Lua cheia. Assim aconteceu.

escrito e fotografado por Marco Santos Marques

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Fotos de natureza | Ponte 25 de Abril – Lisboa

Fotos de natureza | Ponte 25 de Abril – Lisboa

A manhã que deu origem à fotografia cor de fogo da Ponte 25 de Abril, começou na Ponte Vasco da Gama, tendo eu como objectivo fotografar a ponte ao nascer do sol. No entanto junto ao rio, o nevoeiro era muito denso e parecia não querer levantar. Houve então que decidir, ir ou ficar…

Claro que neste tipo de decisões nada é certo, mas com alguma experiência conseguimos visualizar o que poderá acontecer, julgando eu que veria o sol romper pelas nuvens muito baixas junto ao rio. Talvez se estivesse numa altura um pouco mais elevada em relação ao rio, a luz seria com certeza mais dramática e todo o rio ficaria coberto pelas mesmas, deixando a parte superior da ponte 25 de Abril a descoberto. Como não queria perder a manhã, fui em direção ao Alvito, local que me parecia ter mais potencialidades em relação à luz que se adivinhava.

Este excelente local, situado no Alvito, motivou-me a visitá-lo várias vezes no intuito de fotografar ambientes completamente distintos. Apesar dos enquadramentos serem basicamente iguais, a minha chamada de atenção vai no sentido de que podemos fazer várias interpretações do motivo a fotografar, basta para isso, visitarmos o local várias vezes em diferentes alturas do dia e do ano. Neste caso a primeira fotografia foi tirada ao nascer do sol e a segunda ao pôr do sol. Qualquer uma delas resulta de um crop de 6×17, formato panorâmico, ao contrário da fotografia da Ponte Vasco da Gama, apresentada no post anterior deste blog e que é uma panorâmica com 7 fotos verticais.

A Ponte 25 de Abril em tons de vermelho, foi o resultado da luz espetacular que pintou Lisboa essa manhã. As nuvens engoliam a ponte constantemente e o Cristo-Rei sempre tapado pelas nuvens, apareceu durante uns minutos como presente final.

 

Ponte 25 de Abril em Tons de Vermelho

Esta segunda fotografia da Ponte 25 de Abril em tons de azul, foi tirada ao crepúsculo de uma tarde nublada. Esperei cerca de 20 a 25 minutos após o sol se pôr, para conseguir este azul maravilhoso que contrasta com o dourado da iluminação do Cristo-Rei e com as cores amareladas que as luzes da ponte emanam.

escrito e fotografado por Marco Santos Marques

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Fotos de natureza | Photoshop: amigo ou batoteiro?

Fotos de natureza | Photoshop: amigo ou batoteiro?

 

Vou falar acerca da utilização do Photoshop no trabalho fotográfico. Assunto que por desconhecimento leva a más interpretações tornando muito difícil passar a mensagem contida na foto, deixando de lado o espírito que cada foto emana, de cada local e de cada um de nós.

Void

“Vácuo”

Sou muitas vezes interpelado sobre o resultado final de determinada foto, com este tipo de frase. “Que foto bonita!!!…mas tu só consegues fazer isto porque utilizas o Photoshop!!!” Como quem pensa: “és um batoteiro assim também eu!”  Pergunto: Existe uma tabela ou uma regra? Com diferentes níveis de utilizaçao?… Ou “fotografia” que é fotografia, não o deveria permitir a utilização do Photoshop? Penso que tal ideia é no mínimo… aprisionada!!

Vanished

“Desaparecido”

Sempre foi intuitivo no homem a busca de conhecimento, de fazer mais e melhor, mais alto, mais além e na fotografia não é diferente. Desde cientistas, dentistas, biólogos, família, viagens, etc., a fotografia é a adaptável a qualquer vertente das nossas vidas esse facto é mais evidente nas ultimas décadas.
Vivemos numa época em que cada pessoa tem uma máquina que cabe no bolso de uma camisa, portanto cada um é fotografo, cada um tem uma opinião…
A minha opinião é que o Photoshop é um meio de expressão artística que tem credibilidade como qualquer outro meio, quer para quem crie de raiz, para quem processe fotografias ou para outra finalidade qualquer. Como se um pintor fosse obrigado a pintar sempre com o mesmo pincel, como se colocássemos em causa o processo do pintor quando vemos o quadro finalizado. Numa fotografia existem quase sempre duas pessoas, que a tirou e quem a vê. Quem a vê ou gosta ou não gosta, não deverá filtrar a sua opinião pelo processo que levou até ela.

Long time submission
“Submissão eterna”
Há cem anos demorávamos um minuto a tirar uma foto de família, um retrato, hoje é possível tirar uma fotografia no crepúsculo a um/a motociclista a 200KMH, completamente parado ou congelado. O ISO das máquinas cada vez emitirá menos ruído a níveis mais elevados de utilização, fotos nocturnas que parecem de dia. Tudo vai no sentido de se conseguir melhores resultados. Não me parece que a utilização do Photoshop desvirtue o resultado final de uma fotografia, vejo sim como uma ferramenta poderosa, refinador das capacidades existentes num ficheiro retirado pela máquina. Desde a investigação que antecede a foto, o clique na máquina, a impressão ou apresentação na Web tudo tem o seu “know-how”, quanto mais refinado e controlado for esse processo melhores serão os resultados finais, tanto na Impressão com na Web. Todo este processo, denominado “workflow”, está em evolução constante mediante novas aprendizagens. Já em 1930 alguns dos resultados obtidos eram através de técnicas complicadas de “sala escura”. Adulterações, batota?!?!? Claro que não!! É necessário ter uma visualização do que se quer. Através destas técnicas dominavam as tonalidades como alteravam a exposição em determinado local da foto. Naquela altura tomara muitos terem o Photoshop. Presentemente as técnicas mais sofisticadas permitem um controlo livre de químicos nocivos à saúde, com facilidade de estarmos sentados em frente ao computador.

Cada pessoa tem um grau compromisso e exigência com o seu trabalho. Eu, gosto de apresentar o melhor resultado, que sei, com todas ferramentas disponíveis para todos, o sol, a lua, conhecer mapas, conhecer a marés, caminhadas sem fim com mala de X quilos às costas, estar no sítio certo à hora certa, Lightroom, Photoshop, etc… e muitos outros assuntos. Não só a fotografia de paisagem, muitos outros tipos de fotografia são por si só, o reunir de conhecimentos das mais diversas áreas, quanto mais conhecermos o motivo, mais probabilidades teremos quando a oportunidade surgir estar lá conseguir fotografar fazendo talvez a foto da tua vida.

“O Photoshop permite uma infinidade de opções,… é uma porta aberta para a criatividade!”

Com trabalho e domínio dos processos mais cedo ou mais tarde os resultados vão aparecer.

escrito e fotografado por Marco Santos Marques – Fotos de natureza – Photoshop; amigo ou batoteiro?

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